E quando a maternidade chega? Uma carta às mulheres que ainda não sabem se querem ser mães

Foto | Natalie Chaney

Desde menina, eu fui incentivada a estudar para ser alguém na vida. Meu objetivo sempre foi passar no vestibular, me formar, ter um bom emprego, comprar um carro e me tornar independente de meus pais.

Ser livre era tudo o que eu queria. Não prestar contas a ninguém. Tomar minhas próprias decisões. Preocupação típica de jovens de classe média.

E, finalmente, o dia chegou! Passei a desfrutar daquela tão sonhada liberdade. Eu ganhava bem, por isso, pude comprar meu primeiro carro, meus objetos de consumo e, de bônus, conheci lugares incríveis

Mas, ainda assim, não me sentia completa.

Saí de um trabalho que não gostava e que me obrigava a cumprir horários que eu detestava. Mais uma vez, eu estava livre.

Mas, ainda assim, não me sentia completa.

Meditei. Aliviou. Viajei por um mês. Senti falta de casa. Já beirando aos 35 anos de idade, ainda não tinha encontrado o caminho rumo à felicidade plena (se é que existe).

Uma dúvida invadia meus pensamentos, mas eu não conseguia parar e pensar sobre o assunto. Afinal, eu quero ser mãe? Não sei, tava ocupada demais para refletir sobre isso. Tava tentando ser feliz.

Mas, ainda assim, não me sentia completa.

Li. Estudei. Parei. Refleti. Quer saber? Vou me permitir! Cá estou eu, me tornando mãe, pouco a pouco. Sim, descobri que estou grávida!

Se eu me sinto completa? Ainda é cedo para dizer. Mas, segundo milhares de mães e pais, ter filhos é sinônimo de completude.

Estudo, carreira, dinheiro e liberdade são buscas intermináveis. Necessárias, é óbvio. Mas, até que ponto? Abrir mão de nossa essência, família, amigos e companheiro, vale o preço?

E, aqui, não estou dizendo que devemos largar tudo para cuidar de nossos filhos (mas se você quiser fazer isso está tudo bem). Porém, nunca esqueça de manter o equilíbrio. Pois o tempo voa. E é apenas, na maturidade, que nos damos conta de tudo o que deixamos passar em nossas vidas.

Meu maior medo em relação à maternidade era perder minha liberdade e meu status profissional. Mas, de que adianta ter tudo isso e, ao mesmo, ofuscar meus mais profundos desejos? 

Pense nisso, futura mamãe. E nunca deixe seus medos tomarem conta de seus sonhos.

De uma mãe há um mês e poucos dias (ou, na linguagem das grávidas, 5 semanas).

Anibia Machado

Historiadora que escreve, faz magia com os dados e encanta nos palcos. E tem mais: não come bichinhos e só compra o necessário para poder viajar mais e mais. Tem a missão de inspirar as pessoas a compreenderem as diferenças, para que junto possamos ser livres para sermos diferentes! No Instagram: @anibiams.



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