Eu sou uma festa

Eu sou uma festa

Só entra quem for convidado

Fica quem eu permito

Eu me pertenço

Expresso e espalho pelo mundo

O meu êxtase

Eu sou fruto sagrado da natureza

O meu corpo não é culpa

Não é convite

Não é objeto

Não é propriedade

O meu corpo é laico

É vida

O meu prazer solo materizalizado

Morada da alma

Alma forte

Resiste a tempestades e vendavais

Disfarçada de ser frágil

Que não resiste às dores

De estar oculta

No objeto que fazem de mim diariamente

Thaís Gazzola

Dança entre versos íntimos e genuínos que embaralham o real de si: carinho, vivências, sonhos. Estudo teatro na UFSJ, bailarina de danças árabes, musicista, terapeuta holística, gosta de bons amigos, conversas cheias de palavras, pessoas bastantes. Amor pra ela é coisa muita. Mulher lésbica, assim como sua poesia. Ela grita arte em casa suspiro.



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