POESIA

Por elas eu grito

Ainda que com alguns ossos quebrados

Com passos amarrados 

Somos nós

Que rompemos 

Barreiras de concreto 

Construídas minuciosamente 

E derrubamos pilar por pilar 

As estruturas do patriarcado, 

Abafamos sua voz viril.

No meu sangue 

Dançam livres

Marias, Amélias, Capitus, Evas e Genis

Do meu corpo invadido, marcado

Feito de barraco revirado 

Eu faço um templo 

Que cultua deusas 

Arrancadas de seus corpos…

Suas vozes foram silenciadas

E por elas eu grito 

Deusas de espíritos livres e grandiosos

Florescem 

E ecoam em mim 

Fazem-se vivas e presentes 

Em mulheres 

Que levantam outras mulheres

Thaís Gazzola Thaís Gazzola

Dança entre versos íntimos e genuínos que embaralham o real de si: carinho, vivências, sonhos. Estudo teatro na UFSJ, bailarina de danças árabes, musicista, terapeuta holística, gosta de bons amigos, conversas cheias de palavras, pessoas bastantes. Amor pra ela é coisa muita. Mulher lésbica, assim como sua poesia. Ela grita arte em casa suspiro.

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